Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010

Perturbadora esta película de Von Trier. Remete-nos para dois cinemas, um dentro de outro. No entanto a beleza do primeiro evoca a beleza do segundo. Planos laborados minuciosamente onde há dois movimentos, o de fundo e o que nos aparece à frente. Uma harmonização falaciosa mas interessante, originalidade na tela, Von Trier pinta assim um conto lúgubre como ele gosta.

 

 

Um norte-americano, vivendo em comunhão com o que o rodeia, insere-se numa intriga pós - 2ª Guerra digna de Hitchcock. Trabalha em Zentropa, o absurdo vai dominando campo e contra campo.

 

 

É evidenciado a quebra com as normas temporais, sugerido pela poderosa voz off de Max von Sydow que conta e dialoga com o personagem, a volubilidade espacial também está destacada nas imagens onde a ambiguidade visual é excepcional.

 

 

Um angustiante passeio ferroviário, uma cativante sensação enjoativa causada por um preto e branco expressionista e clássico que prende de um modo medonho. Peculiaridade na forma ágil com que a história reage às próprias reacções do personagem. Uma elipse que acabará por enjaular o personagem no desespero.

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publicado por Pedro Emanuel Cabeleira às 00:26
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