Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

As personagens são meras cobaias para se estudar uma situação. Rohmer brinca aos fantoches com os seus personagens. Tenta descobrir uma moralidade infinitamente ambivalente e demarcar a sua ambivalência. A força do sentido da paixão, momentânea ou construída.

 

 

Qual o recurso para cimentar laços? Amizade ou atracção? Rohmer consegue prender o espectador a questionar-se constantemente, descobrir a verdade, descobrir filosofias, obriga a um novo estado de compreensão. O ser é submetido a um jogo, fica à deriva nas mãos da superioridade que o controla. Diálogos incessantes e interessantes, revelam personagens inteligentes que se movimentam com clareza no ecrã.

 

 

A proximidade entre o personagem e o espectador varia entre o distanciamento longo e curto. Os afectos são verificados não por uma descoberta visual evidente mas por um sentimento de análise. Temos a perspectiva de um homem que irá ter um Verão livre em relacionar-se, um teste a ele próprio para se estudar uma situação no global. O humano está confinado a atracções, e perguntemo-nos se existirá uma derradeira atracção, a final, que jamais se equipará a qualquer outra.

 

 

Um estudo interessante, não surgirá constantemente novas paixões, belas como as montanhas que rodeiam jovens raparigas na flor da idade? O homem é submisso aos seus instintos ou aguentará manter-se fiel aos seus escrúpulos? Uma questão lança outra questão e Rohmer é um realizador eficaz, um verdadeiro antropólogo, um senhor da minúcia humana. Consequentemente O Joelho de Claire é um filme que atrai pelo seu erotismo escondido e pela sua sensualidade aberta.

publicado por Pedro Emanuel Cabeleira às 18:37
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De João Gonçaçves a 4 de Novembro de 2010 às 14:14
é um grande filme e fico sempre contente quando se fala sobre Rohmer. Não conhecia o blog mas vou passar por aqui mais vezes.

Abraço

De Pedro Emanuel Cabeleira a 4 de Novembro de 2010 às 22:32
Há sempre muito para falar sobre Rohmer . Os seus filmes são fascinantes por isso (pelo menos, os que vi até agora).
Muito obrigado e aparece sempre.

Abraço.

Pedro Emanuel Cabeleira


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